 Após sua grandiosa recepção, Juba agora está em um período muito importante de adaptação à sua nova casa. Apesar da preocupação dele ter vindo de um ambiente bem mais quente, ele está se adaptando muito bem ao frio que está fazendo em Jundiaí e já começa a demonstrar o instinto típico de sua espécie ao chegar a um novo recinto. Demarcar território é o que ela mais faz, vocalizando e marcando a forte presença de um verdadeiro leão e cheirando e urinando em todos os cantos de seu recinto. Esse novo ambiente é bem grande e possui bastante vegetação e um tanque de água para que ele possa usufruir de uma vida bem confortável. Juba está bem tranquilo e demonstra isso aproveitando os momentos do dia tomando um solzinho em sua nova casa. Outro sinal que demonstra seu bem-estar é sua fome de leão, chegando a consumir 5 kg de carne diariamente. Na hora de dormir ele volta ao cambeamento, onde um aquecedor garante uma noite mais aquecida para um animal acostumado ao calor. Com sua total adaptação, começaremos a realizar alguns exames no Juba para identificar alguns problemas aparentes como suas manchas na cara e sua dificuldade ao andar. Juba será um dos primeiros felinos a ser atendido pelo Centro Jaguaretê, que conta com equipamentos especializados para atender animais selvagens. A história do Juba certamente andou por todo o Brasil, estendendo-se por muitas partes do mundo e despertando a atenção para a situação dos animais selvagens no país. Para o grupo de voluntárias que acompanhou e presenciou todo o processo, muitas conclusões podem ser tiradas: "Juba é um leão que passou fome e sofreu maus tratos. A repercussão do caso de Juba na imprensa como um todo (TV, Internet) pode ajudar a abrir os olhos da população para o que acontece nos parques e zoológicos do país. O fato dos parques não terem como manter os animais é mais comum do que imaginamos. Desta forma é que acontecem tragédias como a do Bwana Park. Também não deveria ser permitido utilizar animais em circos. No dia que esta lei valer para o Brasil todo, veremos animais sendo abandonados em qualquer local. Deveria ser feito um trabalho pelos órgãos governamentais visando prevenir que isto venha a acontecer no futuro. O caso de Juba vai ajudar a alertar para os casos de maus tratos, abandono e, principalmente, do descaso dos seres humanos com tudo que se relaciona ao mundo animal. Fará com que todos fiquem mais atentos para não mais permitir que isto aconteça.", comenta Célia Frattini. Devemos essas boas notícias aos esforços de todos que colaboraram para a realização desse projeto, em especial ao grupo de voluntárias integrado pela Célia Frattini, Fátima Nogueira, Eliane Camarda, que não mediram esforços para trazê-lo para a Associação Mata Ciliar. Com a campanha realizada pelo grupo, do mês de outubro de 2011 à junho de 2012, foi arrecadado R$ 44.000,00 que possibilitou a construção do recinto do Juba entre outros investimentos. Cerca de 520 pessoas contribuíram através das doações e tornaram-se protagonistas dessa história de final feliz. Matérias sobre a chegada do leão Juba à Mata Ciliar: Domingo Espetacular: Fantástico:
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